domingo, 25 de fevereiro de 2007

CHEGA DE INTERRUPÇÃO: O fim do push e a era do pull.

O impacto dos anúncios nos meios de comunicação de massa sobre os consumidores já não é mais absoluto e começa a entrar em declínio. A perda de eficiência da propaganda pode ser explicada, basicamente, por três fatores distintos.
Em primeiro lugar, está a forma de abordagem que, há muito, ocorre na base da interrupção. Até hoje, a propaganda tradicional nos veículos de massa procura atrair a atenção, atravessando-se em meio ao entretenimento do consumidor: o intervalo comercial interrompe o programa, o anúncio na revista interrompe o artigo, o spot interrompe a programação musical e, assim, sucessivamente.
Em segundo lugar, temos os avanços tecnológicos atuais e futuros. A era da atenção exige comunicação personalizada, ou seja, novas fórmulas de comunicação com targets, agora, cada vez mais exigentes e segmentados.
Em terceiro lugar, está a questão do propósito, já que a maioria das pessoas querem descobrir produtos e não ser descobertas por eles. Aí reside a grande diferença entre as técnicas Pull e Push[1] de comunicação: pessoas querem comprar sempre, mas não querem que ninguém lhes venda nunca.
O grande problema é que alguns publicitários continuam produzindo propaganda em moldes ultrapassados, apenas interrompendo o entretenimento e insistindo com um modelo de recepção que já está com seus dias contados.
[1] Entendido como “eu posso trazer para mim o que eu desejo, mas não quero que me empurrem algo para que eu consuma”.

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