sábado, 12 de julho de 2008

A Web 2.0, a publicidade e a mídia

Enquanto discutimos e digerimos os conceitos da chamada Web 2.0 – a Web colaborativa – que provocou essa explosão de conteúdo na Web, a mídia tenta absorver seus conceitos e criar ferramentas capazes de chegar até o público. Normalmente a Web 2.0 levou as agências publicitárias à produção de conteúdo para soltar neste universo viral: o que tornou o trabalho dos mídias intuitivo ao extremo, colocando-os em cheque diante das impossibilidades de mensurar os resultados previamente. Com efeito, a Web 2.0 é uma oportunidade repleta de riscos aos mídias e onde os criativos puderam desenvolver, ao extremo, novas formas de abordagem dos públicos, formatos, tempos, dimensões e camadas de conteúdo.
O que foi feito na Web 2.0? A publicidade disfarçou-se de indivíduo e criou blogs de conteúdo publicitário, perfis em comunidades de relacionamento como o Orkut, postou releases em sites de notícias, lançou clips e músicas para download para lançamento de novas bandas. Ou seja, a publicidade passou a se apropriar das ferramentas de construção de conteúdo individual para propor conteúdos institucionais. Um exemplo disso é a ação da Unilever para compor crossmedia com o personagem da publicidade de TV - o Jeremias: um perfil no Orkut foi criado e divulgado com a intenção de tornar o personagem real. Propondo conteúdos e comunidades, a publicidade age como indivíduo na rede, mas na verdade é controlada como parte do mix de comunicação integrada.
Patriota e Duguay

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